Queridos amigos.

 Quero homenagear nossa Pátria Brasileira com o mesmo ardor da minha juventude, pois o coração continua verde e amarelo.

Rezo para ver, sem cor partidária, renascer nossos valores de amor à Pátria, que ficaram nos versos “em berço esplêndido” e perderam a sua essência nas gerações atuais.

Na escola primária, acendia-se o amor e o respeito à Pátria e em seus símbolos e a gente se empolgava até às lágrimas. Tudo foi destruído e outras bandeiras ocuparam o lugar da nossa bandeira nacional. Poucos jovens sabem cantar o nosso Hino Nacional.

Neste Sete de setembro, quero falar de duas missionárias de Cristo e brasileiras, que deram há quase 20 anos o seu testemunho de ” Deus, Pátria e família”.

 Seus nomes não estarão em placas, ruas e bairros, mas ainda vivem no coração de cada brasileiro que mora, ou passou, pela Vila São João em Várzea Grande, meu berço natal.

Com um fogareiro e uma cama, Maria Teresa Urbano, com amor direcionado à cura da carência material, humana e espiritual daquela Vila, escutou a voz de Deus, no íntimo de seu ser, que a chamava ” Vem para águas mais profundas”. Deixou tudo e levou o básico para sobreviver, ao lado da carência, alugando por 150 reais uma casinha meia água. Meu esposo, preocupado, admirava a coragem dessa mulher, que perpetuava os votos da sua juventude.

Assim atraiu outra missionária corajosa, que se aliou à irmã; é Maristela Arbues!  Nasce o Centro de Evangelização Emanuel

Amor a Deus e aos brasileirinhos, que nem vasilhame tinham para buscar o “sopão’…Muitas pessoas de Cuiabá fizeram o ” desapego”, para que essa história fosse escrita.

 Asoir Monteiro da Silva quis ser pai desta obra e nunca terá homenagem, pois já ganhou o céu. Deu tudo de si e sua maior felicidade foi ver o Centro construído, um brechó com seu jeito de comerciante: uma mesa para as crianças alimentarem três vezes ao dia, homeopatias preparadas, horário de estudo e lazer e espiritualidade, com a ajuda de Padre Aloir e outros Padres.

 Um parêntese para falar da alegria daquela gente, quando escutava o barulho da camionete, levando verduras e frutas que sobravam da Creche Falcãozinho …Era a lei da partilha do Padre Firmo. E meu marido dava uma volta com as crianças que queriam “andar de carro”. Uma festa…

Penso que a maneira de homenagear a minha Pátria seja esta: trazer o testemunho de gente que luta para um Brasil de igualdade, fraternidade e amor…

Sem ter medo da droga e da pobreza, contando com ajuda de muitos!

 MARIA TEREZA URBANO e MARISTELA ARBUES escreveram uma página luminosa da história de Várzea Grande! 

Viva o Brasil na partilha do amor!!

Maria do Carmo Monteiro da Silva